Coleiras contra leishmaniose no abrigo!

ONG recebe coleiras contra leishmaniose em Santa Catarina

RealPet Distribuidora doa produtos para a ONG Viva Bicho em Balneário Camboriú/SC

 Mais de 400 cães que vivem na ONG Viva Bicho, em Balneário Camboriú/SC, estão protegidos contra a leishmaniose visceral, grave doença de saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade, e poderão ser adotados. Eles foram encoleirados por representantes da RealPet Distribuidora, com coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das formas de prevenção da doença.

 Os cães encoleirados estão prontos para a adoção, mas é importante conscientizar os futuros adotantes para que utilizem medidas que diminuam o risco de infecção de seus novos companheiros. Uma das medidas da posse responsável é o uso correto da coleira impregnada com deltametrina a 4% (Scalibor®), princípio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das formas de prevenção da leishmaniose. Atitudes diárias também fazem a diferença, como a limpeza dos quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutas em decomposição, uma vez que o mosquito transmissor coloca os ovos em locais ricos em matéria orgânica e com baixa luminosidade”, explica Gabriela Garcia, promotora técnica da RealPet Distribuidora.

 O Balneário Camboriú,é considerado uma área vulnerável, ou seja, a cidade possui intenso fluxo migratório e é importante alertar a população para a importância da prevenção, a fim de evitar que a doença se instale na cidade.

Sobre a leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita – o protozoário Leishmania chagasi – que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea. É uma doença que tem grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Ela é transmitida ao homem e ao cão, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas, mesmo estando doente.

Considerada um problema de saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Hoje já são 12 milhões de pessoas infectadas no mundo. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. É a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atrás da malária.

Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

A doença que até a década de 90 estava concentrada no Nordeste do país, hoje, está se expandindo para as outras regiões. Por exemplo, as regiões Norte, Sudeste e Centro Oeste, que na década de 90 representavam menos de 10% do total de casos, passaram a representar 26% do total de casos em 2001 e mais de 52% do total de casos em 2008.

Sobre a Viva Bicho

Fundada em 2003, na cidade catarinense de Balneário Camboriú, a Associação Viva Bicho de Proteção aos Animais tornou-se uma organização não governamental (ONG), gerida por um grupo de voluntários que partilham dos mesmos ideais: respeito e amor à vida animal. A Viva Bicho tem como missão fazer campanhas educacionais de conscientização sobre posse responsável e castração e também resgatar animais correndo risco de morte e maus tratos, deixando-os em condições de adoção (castrados, desverminados e vacinados).  http://vivabicho.org/

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